Velho

VELHO

 

Seu Leo já viveu para lá dos 70.jovem bravo
Em casa ou na rua seu jeito é sisudo.
Tem poucos amigos, pois quando ele fala tem sempre buy-trusted-tablets.com razão e reclama de tudo.

Por curiosidade eu fui  pesquisar
como era sua vida lá na juventude.
Disseram colegas que era intragável,
tal como é hoje, em maior magnitude.

Seu Leo, já na época, achava-se o tal,
só via defeitos em todos; não os seus.
Em tom agressivo humilhava os outros.
Ele era o coitado que ousava ser deus.

Passei a entender o jeitão do seu Leo:
a  gente envelhece conforme viveu.
O velho ranzinza, implicante, azedo,
é o jovem ranzinza que envelheceu.

Balneário Camboriú, 12/06/2008

 

Pinta com belas cores

Arco-iris_2jpgAcordando

O dia claro vai vencendo o sono,
Aos poucos quebra a monotonia.
A vida é estérea mas inda está mono.
Não se ouve quase sua sinfonia.

Há lusco-fusco. Vê-se pouca cor.
Contudo a vida corre aos borbotões.
Existe agora, seja onde for,
Normais e inusitadas situações.

Pensaste quantos estão cochilando
no trem, no ônibus e no metrô?
O celular toca e vão tateando
até encontrar e dizerem: “alô!”

Também há gente indo trabalhar,
Ou indo ao médico atrás da saúde…
Há rosto alegre, rosto com pesar,
rosto clamando: “Por favor, me ajude”

A noite, há pouco, se foi. É manhã.
O sol chegou e forte alumia.
Há gente triste, com nenhum elã,
E há gente transbordando energia.

Já viste que a existência é colorida
Pra alguns? E outros não a acham boa?
Cada um põe cor e música na vida.
Alegre ou triste… na tua qual soa?

Tu sabes. Pinta, enfim, com belas cores
Teu dia,  usando gestos de grandeza.
Deixa tua marca, seja onde fores,
Marcas do bem, do justo e da beleza.

                                               17/07/2012, madrugada

Olhos tristes

Teus olhos tristes, menina, revelamolhar triste muleher chorando
que algum motivo tu tens pra chorar.
O choro aguarda só o momento certo
para em teu rosto bonito aflorar.

Não sofras tanto, eu estou bem perto…
Para teu frio me deixa ser a lã!
Pra  tua dor eu quero ser um bálsamo!
Pra tua noite, um novo amanhã!

Olhos distantes, coração partido,
é sinal claro que a casa caiu,
Mas não te esqueças: nuvens também passam,
cedem lugar ao sol no céu de anil.

Fala se posso ficar te olhando!
Se tu quiseres, me afasto de ti…
Se for o caso, nada te direi…
e, em silêncio, ficarei aqui.

Menina triste, olha-me nos olhos!
Desse olhar triste, não me desvencilho…
Permite, pois, que eu faça aqui plantão
até que surja nele algum brilho.

Quero ficar aqui só te olhando…
E te prometo não incomodar.
Irei embora quando em teus olhos,
Vir que há alegria… e não vão mais chorar.

09/06/2006

Sol poente

DSC02802O sol, ao seu pôr, tem radiante magia
Que encanta tingindo o céu do poente:
Ali ele chega quando é fim de dia,
Acena e se põe cada vez  diferente.

Há sempre algo novo: uma nuvem, fumaça,
Sol fraco… aqueles que observam, que contem!
Às vezes sol forte, céu cinza, sem graça,
Mas nunca é o céu que estava ali ontem.

Ah! Bela paisagem, quem é o artista
Que a faz sempre inédita e bela assim?
Me diga seu viagra feminin effet gold max nome ou dê-me uma pista:
Alguém o conhece? Ele sabe de mim?

Silêncio. É o sol que outra vez vai baixando
Por trás das montanhas, das águas do mar…
É hora de apenas ficar contemplando
Também em silêncio… não cabe falar.

Desejo de novo rever sua magia
Na hora em que chega e na hora em que for.
Adeus, caminhante incansável do dia!
Espero revê-lo ao nascer e ao se pôr!

11-05-2010 – Terça feira

Sexta-feira santa

Sexta Feira da Páscoa é hoje.Cruz passaro
É chamada também “da Paixão!”
Não consigo, por mais que me arroje,
esquecer-me da religião.

Mas, confesso: é pequena a vontade
de https://www.acheterviagrafr24.com/ ir à igreja e com fé celebrar.
Questiono: não tem validade
aqui mesmo eu sozinho orar?

Mas, pergunto também, de outro lado:
Comemora-se algo sozinho?
Não é bem mais gostoso cercado
De pessoas? Com amigos? Com vinho?

Na igreja – prossigo – onde há fé
a união é menor que num jogo,
onde conta a pessoa, o que se é,
não o que tem, o que faz, se é “o” Diogo.

Outro ponto inda diferencia
religião e comemorações:
Nestas, há liame que contagia
que congraça, une os corações.

Na igreja é bem diferente:
Vê-se pouca expressão de harmonia.
A oração pessoal é eloquente,
Mas não a vibração, a alegria.

Numa festa os convivas se falam,
riem, cantam… e assim se festeja,
mas, no culto, lá todos se calam:
Só se fala com Deus na igreja.

Cada um entra e senta quietinho,
finge nem ver quem está a seu lado.
Continua o tempo todinho
Reunido; porém, isolado.

Sabe, quando há uma contradição
na aparência de comunidade?
Cada um ora na solidão
sem ligar pra formar unidade.

O que é mais contundente e não posso
omitir no que estou ponderando,
dá-se após a oração do Pai-Nosso,
quando o padre, então, diz conclamando:

“Dê a paz que nos une e entrelaça!
Cumprimente quem está a seu lado!”
Vejo aperto de mãos, tão sem graça,
que seria melhor não ter viagra sans ordonnance dado!

Porém, se consideram irmãos,
e invocam a Deus como Pai,
mas, lá dentro, inda que dêem-se as mãos,
cada um entra mudo e assim sai.

Há união bem maior que no templo,
entre aqueles que tomam cerveja.
Tire o álcool e servem de exemplo
para os frequentadores de igreja.

Esta união, claro, é inconsistente,
é fugaz, é bem superficial…
Mas, o pior? Ah! Nem essa é presente
nos cantores da união fraternal!

Você pode entender que é implicância
O que passo a indagar, mas não é:
Como pode haver tanta distância
entre os que se acham unidos na fé?

Então, sigo comigo inquirindo:
Vale a pena ir à igreja orar?
E, ao final, eu acabo lá indo,
para a consciência acalmar.

Fui, no sábado santo, e então,
Vi de novo tudo acontecer.
Inda bem que tenho outra razão
para continuar, para crer.

(Terminada no domingo de páscoa ,16/04/2006, 20h45)

Azedume

DeprimidaAZEDUME

Há sujeito que só se lamenta
seu normal é estar sempre azedo
perto dele ninguém quase aguenta:
é azedume que causa até medo!

Uma pena! Pois esta pessoa
ignora o que a vida lhe ensina:
Ganha mais sendo alguém gente boa,
Que alegria e paz dissemina!

Não aprende. E já cedo começa:
“É um saco ter que ir trabalhar!”
Só reclama. De tudo não cessa
Desde quando acordou reclamar.

E reclama da roupa no armário…
e reclama durante  o café…
e reclama porque tem horário…
só não fala quão chata ela é.

O que mais se ouve dela? “Eu queria…”
“se eu pudesse…” ou “tivesse dinheiro…”
sempre o “se…”, sempre o “se…” https://www.viagrasansordonnancefr.com/viagra-achat/ ”eu queria…”
só insatisfação o dia inteiro.

Como duro gostar de alguém
que possui baixo astral sempre acheter viagra em alta!
Não se alegra com aquilo que tem,
só enxerga o que ainda  lhe falta!

Azedume na voz, na aparência?
Mancha o brilho, o encanto da vida,
dificulta mais  a convivência
da pessoa, que acaba excluída.

Você, acaso está nessa? “Se liga”:
não percorra um caminho tão torto.
Abra os olhos pro encanto da vida
e não seja mais um peso morto.

Se acaso, é um irritador,
Mude o jeito, mas… mude urgente!
Pois quem planta bem-estar, bom humor,
colhe mais do que planta. Experimente!

                          16/03/2006, domingo

 

Jogo: perigo para quem tendência?

Marcos não deixa seu filhinho de 3 anos brincar com jogos violentos. Acha que estes brinquedos podem influenciar negativamente seu desenvolvimento. De que forma? Banalizando a violência. Pensa que familiarizado com ela, o filho não terá mais escrúpulo para fazer na vida real aquilo que realiza no mundo virtual, no jogo: agride, fere, mata, destrói. Será que Marcos tem razão?

BOM DESENVOLVIMENTO – Aqui o campo se torna vasto para polêmicas. Segundo a corrente de pais que Marcos representa, os jogos educativos influenciariam para o bem; os agressivos, para o mal. Então, a utilização de certos tipos de jogos, incentivaria comportamentos louváveis? É possível.

Contudo, não é um aspecto abordado com frequência. Seria por que o uso frequente de jogos não violentos, não incentiva o bom desenvolvimento da criança ou incentiva mas faltam pesquisas nesta área? Muitos pais e outros educadores acreditam que os jogos contribuem para o crescimento saudável da pessoa. Claro, depende do tipo de jogo. Por isso, enquanto conseguem, não deixam os filhos terem acesso a jogos violentos, por exemplo. Preferem oferecer jogos educativos.

COMPULSÃO – E a frequência as jogos? Ofereceria algum perigo jogar com frequência? Depende. Quando o jogo deixa de ser distração e toma o lugar de outras atividades importantes, constitui perigo. É um bem que, levado a extremos, pode ser um mal. O condicionamento pode chegar ao ponto de se tornar uma compulsão. Aqui mora o mal. A distração vira pesadelo.

LATÊNCIA – Aqui não pode faltar a pergunta: Os jogos frequentes podem condicionar a pessoa comportamentos inadequados ou negativos? A polêmica é maior neste terreno.

No entanto, parece que predomina o entendimento de que o jogo frequente pode reforçar comportamento negativo quando já existe uma tendência para ele. Observou como o perigo não estaria no jogo? Estaria mais na pessoa. A tendência latente para se ter comportamentos agressivo sofreria algum estímulo.

VIOLÊNCIA – Há estudos desenvolvidos pela Universidade do Texas,[i] afirmando que os jogos violentos, por si só, não tornam a pessoa violenta. Só influenciam as crianças que já tenham propensão a perturbações de personalidade. Assim pensa também o psicanalista Francisco Daut.[ii] Segundo esta visão os jogos frequentes reforçam o comportamento de jogar, independentemente da natureza do jogo, mas não necessariamente criam comportamentos agressivos. Depende da propensão que a pessoa já tenha para este ou aquele comportamento inadequado. Mas, fica a pergunta: por que algumas crianças que assistem a filmes violentos ou brincam com jogos aterrorizantes, têm medo do escuro na hora de dormir, têm medo de vampiros, de virarem zumbis, de serem arrebatados por monstros?

A par de tudo isso, o jogo permanece com seu valor. Ensina a respeitar, a conviver. Será que por este motivo foram criadas as bonecas negras? Sem dúvida, brincando se aprendem sobre valores. Talvez seja necessário divulgar mais pesquisas sobre o efeito dos jogos violentos e dos jogos que não lidam com a violência. Seria uma forma de dar argumentos mais sólidos  aos educadores. Não sei se você está mais para Marcos, que preserva o filho dos jogos agressivos.  Todavia, por enquanto tem sido mais comum, do ponto de vista experimental, não serem incomodados os pais cujos filhos adoram jogar com armas na mão e vibram com sangue na tela.

João Batista Nunes Coelho

   Consultor e psicólogo

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[i] POZZEBON, Rafaela. http://www.cienciaempauta.am.gov.br/2013/02/jogos-violentos-podem-influenciar-na-mente-de-criancas/, acessado em 30/03/2015.

[ii] BOHRER, Márcio. http://www.oficinadanet.com.br/post/11219-jogos-violentos-podem-fazer-jovens-cometer-crimes, acessado em 30/03/2015.

Sorriso ou lágrima

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Às vezes ando pelo meu passado
Como num prado com estradas mil,
Ali eu curto como num recreio
Este passeio pelo que existiu.

Passado é algo que já foi futuro,
Presente duro… ou nem se viu passar…
Enfim, presente bem vivenciado
Se faz passado grato de lembrar.

O tempo é como uma bela estrada
Que nos é dada para caminhar,
Se for sofrido, não pense: “é desgraça!”
Já ele passa e um outro há de chegar…

Sorriso ou lágrima pelo passado
É resultado do que for vivido.
Vou cultivando, então, a vida assim
Como um jardim bonito, bem florido.

Por isso, às vezes, ando em meu passado
Como num prado com estradas mil
E ali eu curto, como num recreio,
Este passeio pelo que existiu.

                                               (06/07/2012, Terça-feira de noite)