Azedume

DeprimidaAZEDUME

Há sujeito que só se lamenta
seu normal é estar sempre azedo
perto dele ninguém quase aguenta:
é azedume que causa até medo!

Uma pena! Pois esta pessoa
ignora o que a vida lhe ensina:
Ganha mais sendo alguém gente boa,
Que alegria e paz dissemina!

Não aprende. E já cedo começa:
“É um saco ter que ir trabalhar!”
Só reclama. De tudo não cessa
Desde quando acordou reclamar.

E reclama da roupa no armário…
e reclama durante  o café…
e reclama porque tem horário…
só não fala quão chata ela é.

O que mais se ouve dela? “Eu queria…”
“se eu pudesse…” ou “tivesse dinheiro…”
sempre o “se…”, sempre o “se…” https://www.viagrasansordonnancefr.com/viagra-achat/ ”eu queria…”
só insatisfação o dia inteiro.

Como duro gostar de alguém
que possui baixo astral sempre acheter viagra em alta!
Não se alegra com aquilo que tem,
só enxerga o que ainda  lhe falta!

Azedume na voz, na aparência?
Mancha o brilho, o encanto da vida,
dificulta mais  a convivência
da pessoa, que acaba excluída.

Você, acaso está nessa? “Se liga”:
não percorra um caminho tão torto.
Abra os olhos pro encanto da vida
e não seja mais um peso morto.

Se acaso, é um irritador,
Mude o jeito, mas… mude urgente!
Pois quem planta bem-estar, bom humor,
colhe mais do que planta. Experimente!

                          16/03/2006, domingo

 

Sorriso ou lágrima

PassadoJardim_1

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Às vezes ando pelo meu passado
Como num prado com estradas mil,
Ali eu curto como num recreio
Este passeio pelo que existiu.

Passado é algo que já foi futuro,
Presente duro… ou nem se viu passar…
Enfim, presente bem vivenciado
Se faz passado grato de lembrar.

O tempo é como uma bela estrada
Que nos é dada para caminhar,
Se for sofrido, não pense: “é desgraça!”
Já ele passa e um outro há de chegar…

Sorriso ou lágrima pelo passado
É resultado do que for vivido.
Vou cultivando, então, a vida assim
Como um jardim bonito, bem florido.

Por isso, às vezes, ando em meu passado
Como num prado com estradas mil
E ali eu curto, como num recreio,
Este passeio pelo que existiu.

                                               (06/07/2012, Terça-feira de noite)

Ao redor da mesa

Mesa-conversando Ouça  –   Cifra

                   João Batista Nunes Coelho

É ao redor da mesa que se fala a verdade
que se conta mentira, que se fala sério
e se dá gargalhada.
Ao redor da mesa se reunem amigos
se reúne familia, colegas,
pra hora do vamos ver ou pra nada.

Eu vi uma mesa acabando quebrada
foi tanta risada que ela não agüentou
Também já vi mesa acabando corada
de coisas que ouviu  e testemunhou.
Mesa não fale, fale mesa, mesa não fale…

Eu tenho um amigo que não possui  mesa
mas, lá com certeza, se senta também
se senta no chão, no púfi ou cadeira
Lá fala se  bem, lá se fala asneira.
Mesa não fale, fale mesa, mesa não fale…

Em volta da mesa há gente que fala
há gente que cala, que ri e que chora
Em volta da mesa tomam-se decisões
se reúne também pra jogar conversa fora…
Mesa não fale, fale mesa, mesa não fale…

Passarinho

A visita do pássaro à minha janela!Ouça  –  Cifra

João Batista Nunes Coelho

Hoje à tarde um passarinho
pousou na minha janela
Disse: “oi!” Eu respondi
e parei de trabalhar.
Perguntou: “Eu te atrapalho?”
Respondi: “Claro, que não!”
Ia de um lado pra outro
e eu fiquei pensando então:

Se as pessoas entre si também fizessem
Mais visitas simples, sem formalidades,
Haveria mais calor nos corações,
Menos frio e solidão existiriam.
Sendo simples, como são os passarinhos,
Bem mais longe as pessoas voariam.  

Eu pensei: se aí tu ficas
Saltitando e me olhando
Achas que nada de ruim
Há de lhe acontecer.
Como tu, muitas pessoas
São também simples assim,
Se visitam, como agora,
tu o fazes para mim.

Observava-me e trinava
Calmo como nunca vi,
Meneava a cabeça
Andava daqui pra ali.
De repente, disse: “tchau”
E voou o passarinho.
Eu fiquei sorrindo, grato,
E ele, seguiu seu caminho.

J.B.Nunes Coelho, 11/04/2006, terça feira
 

Viagem

Verdade é que a vida  depende de mim? 
Verdade e mentira… consolo e ilusão…
 Pois não poucas vezes lhe peço um “sim”                            
E ela me impõe simplesmente o seu “não”

O  fim pode até parecer infortúnio,
Porém, é a fase da lua da gente.
A vida que já teve seu plenilúnio
Se torna minguante….  ou quarto crescente?

Já viu como tantos imploram por vida
E acabam partindo sem ter consentido?
Assim é com o cravo, com a margarida…
Destino é destino, pedido é pedido.

Mais certo é que a vida é longa viagem
que imaginamos poder dirigir
Mas o seu controle total, é miragem,
A qualquer momento ele pode fugir.

O fim pode ser muito em paz ou ser triste.
Depois, não sabemos. Espere pra ver.
Um vai, outro adoece, alguém subsiste,
Mas todos “adeus” vão um dia dizer.

Então, cada hora da nossa existência
É dádiva, é lucro, é taça de vinho,
Mas essa viagem de sobrevivência
Tem hora marcada no fim do caminho.

Eu vejo pessoas pedindo uma chance
Estão num navio se afastando do cais,
O fim é iminente, não querem que avance,
Mas sendo a hora, não há tempo a mais.

Pior, quando se olha pra trás um momento,
Não vê muita coisa e pergunta : “A que vim?”
Até os que dizem: “Com isso nem esquento!”
Na hora da morte, não é bem assim.

A vida é um carro vazio que a gente
Recebe e deve aos poucos encher
Com bens preciosos e só, simplesmente,
Pois eles apenas, no fim, vão valer.

 

J.B.Nunes –   05/08/2012, 22h50

Ao acompanhar os últimos dias de um parente lutando para sobreviver a um câncer.

 

 

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